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TGV: Lote A

TGV: Lote A

A LAV - Linha de Alta Velocidade - entre Porto e Lisboa inaugura uma nova etapa no investimento ferroviário nacional. Este projeto representa um avanço qualitativo significativo no sistema ferroviário do país, trazendo benefícios sociais, económicos e ambientais reconhecidos, tanto diretos como indiretos, para Portugal e para a Europa.

O projeto da LAV entre Porto e Lisboa, a ser desenvolvido em bitola ibérica e totalmente integrado com o sistema ferroviário nacional, integra o Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030, com o objetivo de reduzir o tempo de viagem entre estas duas cidades, melhorando a qualidade dos serviços de médio e longo curso e libertando capacidade na Linha do Norte para o tráfego de passageiros regionais e suburbanos, além de mercadorias, mantendo ainda capacidade disponível para oferecer serviços Intercidades, especialmente de médio curso.

Este projeto, inserido na área temática dos Transportes e Mobilidade, está alinhado com os objetivos do PNI 2030, promovendo a conectividade dos territórios, melhorando as condições de infraestrutura do país, incentivando a descarbonização da economia e a transição energética. Visa também adaptar os territórios às alterações climáticas e assegurar uma maior resiliência das infraestruturas. O projeto de Alta Velocidade é, portanto, um componente estratégico desta área temática do PNI 2030, nomeadamente ao contribuir para os seus três objetivos principais:

- Coesão Territorial;

- Competitividade e Inovação;

- Sustentabilidade e Ação Climática.

TGV: Lote A

A linha ferroviária de alta velocidade entre Porto (Campanhã) e Lisboa, designada por LAV Porto-Lisboa, com uma extensão total de aproximadamente 295 km, vai ser construída em via dupla de bitola ibérica (1668 mm), eletrificada a 25 KVA e preparada para tráfego de passageiros a uma velocidade máxima de 300 km/h, visando atingir um tempo de percurso direto entre Porto e Lisboa da ordem da 1h15.

A LAV Porto-Lisboa será construída em 3 fases:

- Fase 1, subdividida nos troços entre Porto (Campanhã) e Oiã (a que se refere o presente artigo) e entre Oiã e Soure (com ligação à Linha do Norte);

- Fase 2, entre Soure e o Carregado (com ligação à Linha do Norte);

- Fase 3, entre o Carregado e Lisboa (Oriente).

 

A Concessão, por 30 anos, da linha de alta velocidade Porto (Campanhã) - Oiã, inclui duas fases:

  1. Desenvolvimento, com 5 anos, para conceção, projeto, construção e financiamento da infraestrutura;

  1. Disponibilidade, com 25 anos, para manutenção e disponibilização dos ativos.

O Empreendimento inclui:

- Travessia ferroviária e rodoviária sobre o Rio Douro,

- Ligação à Linha do Norte, em Canelas (Ligação de Canelas), com uma via ascendente com uma extensão de 8,2 km e uma via descendente com 8,4 km;

- Adaptação da Estação de Campanhã;

- Nova estação em Vila Nova de Gaia;

- Subestação em Estarreja.

 

O Contrato de Concessão tem por objeto a conceção, projeto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização pela Concessionária das Infraestruturas Ferroviárias do Troço Porto (Campanhã) - Oiã, com exceção das seguintes atividades, cuja realização cabe ao Concedente:

- Manutenção da Estação de Campanhã;

- Manutenção da Estação de Gaia;

- Manutenção da Componente Rodoviária da Ponte do Douro;

- Manutenção dos aparelhos de mudança de via a instalar na ligação com a Linha do Norte, em Canelas.

 

A linha de alta velocidade do Troço Porto (Campanhã) – Oiã, com uma extensão de 71 kms, cumpre as seguintes características técnicas:

- Via dupla;

- Bitola ibérica (1668 mm);

- Carga por eixo: 22,5 toneladas;

- Tráfego de passageiros;

- Categoria da linha: P1 e P3;

- Velocidade máxima: 300 km/h;

- Velocidade mínima: 160 km/h;

- Eletrificação: sistema 2x25 kV/50Hz;

- Gabarito: Ptc;

- Distância entre eixos de via para a LAV: 4.70m

- Altura mínima das Passagens Superiores: 7,5 m;

- Estações de passageiros: Porto (Campanhã) e Gaia.

 

A ligação à Linha do Norte, em Canelas (Ligação de Canelas), com uma via ascendente com uma extensão de 8.2 km e uma via descendente com 8.4km, deve cumprir as seguintes características técnicas:

- Via dupla ou duas vias únicas;

- Bitola ibérica (1668 mm);

- Carga por eixo: 22,5 toneladas;

- Tráfego de passageiros;

- Categoria da linha: P1 e P3;

- Velocidade máxima: 200 km/h;

- Velocidade mínima: 160 km/h;

- Eletrificação: sistema 2x25 kV/50Hz;

- Gabarito: Ptc;

- Distância entre eixos de via para a Ligação à Linha do Norte de Canelas: 4.30m

- Altura mínima das Passagens Superiores: 7,5 m.

 

À AVAN NORTE – Gestão da Ferrovia de Alta Velocidade, S.A. foi adjudicada, pela Infraestruturas de Portugal, S.A., a concessão da conceção, projeto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização da Infraestrutura Ferroviária.

A Concessionária adjudicou ao ACE a execução da totalidade dos trabalhos de conceção, projeto e construção.

O AVACE NORTE, ACE foi constituído para a gestão / execução da empreitada e é  constituído pelas seguintes Agrupadas: Mota-Engil Engenharia e Construção, SA (36%), Teixeira Duarte (19%), Casais (15%), Alves Ribeiro (10%), Conduril (10%) e Gabriel Couto (10%).

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