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O Hospital de Todos os Santos já está a ser construído em Marvila. Com uma infraestrutura de grande dimensão e tecnologia avançada, este hospital substituirá seis unidades de saúde da cidade e integrará uma área universitária, tornando-se um polo essencial para a prestação de cuidados de saúde e formação médica em Lisboa.
O Hospital de Todos os Santos, também conhecido como Hospital de Lisboa Oriental (HLO), começou a ser construído no início de 2025 na freguesia de Marvila, Lisboa, e será um dos maiores e mais modernos do país, marcando um avanço significativo na prestação de cuidados de saúde na região.
O contrato de gestão assinado em fevereiro de 2024 com um consórcio liderado pela Mota-Engil na sequência de um concurso lançado em 2017, tem por objeto a gestão do hospital, em regime de parceria público-privada e compreende as atividades de conceção, projeto, construção, financiamento, conservação, manutenção e exploração do edifício.
O contrato de projeto e construção que está a ser executado pela Mota-Engil Engenharia e Construção tem um valor total de aproximadamente 350 milhões de euros e conta com uma contribuição de 100 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Este novo hospital ocupará uma área bruta de aproximadamente 240.000 m², distribuída por três parcelas interligadas por passagens aéreas sobre as vias existentes, permitindo uma organização funcional e eficiente dos serviços hospitalares. Uma dessas parcelas será dedicada ao ensino, incluindo uma universidade que reforçará a formação e investigação na área da saúde.
A capacidade instalada será de 849 camas, podendo ser expandida até 1.065 em situações de contingência. Além disso, o hospital contará com 2.998 lugares de estacionamento, de forma a acomodar as necessidades de utentes, visitantes e profissionais de saúde. O complexo contará ainda com um heliporto, reforçando a capacidade de resposta a emergências.
A construção do hospital envolve um vasto conjunto de trabalhos de engenharia de grande escala. Está prevista a escavação de mais de 350.000 m³ de terra, a utilização de 110.000 m³ de betão e a aplicação de 477.000 m² de cofragem.
A estrutura contará ainda com 13.300 toneladas de aço e 15.000 metros lineares de estacas de fundação, garantindo a solidez e segurança do edifício. No que diz respeito aos acabamentos interiores, serão instalados 165.000 m² de tetos falsos, 252.000 m² de revestimento vinílico e 287.000 m² de paredes divisórias em gesso cartonado, entre outros.
Um dos aspetos inovadores do projeto é a incorporação de um sistema de isolamento de base para proteção contra sismos, uma recomendação do Tribunal de Contas durante o processo de análise do Visto de Aprovação. Esta solução, a implementar no corpo de serviços e internamentos da parcela A reforça a segurança estrutural do hospital em caso de sismos, garantindo que a infraestrutura se mantém operacional mesmo em caso de atividade sísmica significativa.
O Hospital de Todos os Santos também aposta na sustentabilidade, contando com a instalação de cerca de 12.000 m² de painéis fotovoltaicos. Esta medida permite ao hospital alcançar a classificação NZEB20 (Nearly Zero Energy Building), um padrão europeu que certifica edifícios com consumo energético quase nulo, reduzindo significativamente a sua pegada ambiental.
A Câmara Municipal de Lisboa emitiu um parecer prévio favorável ao projeto, dando o seu aval ao avanço das obras. A localização do hospital, entre as estações de metro da Bela Vista e de Chelas, assegura uma acessibilidade facilitada para utentes e profissionais de saúde, contribuindo para uma maior eficiência na prestação de cuidados médicos.
A conclusão da obra está prevista para dezembro de 2028, trazendo uma resposta moderna e estruturada às necessidades da população, ao mesmo tempo que se encerra um longo ciclo de promessas e planos que se arrastaram por quase 40 anos.