A ponte cruza a linha de Caminho de Ferro do Tua e, com a construção da futura barragem da Foz do Tua, ficará situada sobre a sua albufeira.
O fecho do vão central da ponte foi efetuado em Dezembro de 2011, 19 meses após emissão do certificado de início dos trabalhos, sendo considerado um dos marcos mais relevantes desta obra.
A solução adotada para a construção da Ponte teve em conta a elevada altura a que se desenvolve a rasante na zona central da ponte, que aconselhava à adoção de vãos de grande comprimento, pelo que se adotou uma solução com tabuleiro em viga caixão de altura variável, construído com avanços sucessivos em consola.
O vão central de 220 metros é o segundo maior executado em Portugal através de avanços sucessivos e sem recurso a tirantes, e 12º no Mundo.
Os dois vãos extremos de 140 metros perfazem um comprimento total entre eixos de apoio, nos encontros, de 500 metros.
Os dois pilares, em que o mais alto atinge uma altura da ordem dos 85 metros, têm uma configuração idêntica, aumentando de dimensões apenas onde tal se torna necessário para garantir a sua estabilidade.
O tabuleiro é constituído por um caixão monocelular, em betão armado pré-esforçado, que foi executado a partir das aduelas de encabeçamento dos pilares, por troços que têm entre 4,5 e 5 metros, betonados em consolas simétricas. A obra de arte desenvolve-se entre eixos de apoio nos encontros entre os km 15+640 e 16+140 do trecho entre Carlão e o Nó de Pombal da solução alternativa Norte.