Neste projeto estão a decorrer trabalhos de via-férrea, terraplenagem, drenagem, obras de arte especiais, pontes e viadutos, obras de arte correntes, passagens superiores e passagens inferiores, restabelecimentos e caminhos paralelos, estruturas de contenção, estações e apeadeiros, instalações fixas de tração elétrica, infraestruturas de base para sinalização e telecomunicações, RCT+TP, serviços afetados e medidas de minimização.
O objetivo desta obra é garantir a interoperabilidade da linha com adoção de travessas monobloco polivalentes e melhorar as condições gerais da linha, nomeadamente pelo aumento de velocidade prevista do transporte (para 120km/h) e da capacidade de carga máxima rebocada. Esta modernização passa pela substituição total da superestrutura de via no troço em questão.
O traçado atravessa várias estações e apeadeiros: Contenças, Ap. Abrunhosa, Gouveia, Fornos de Algodres, Muxagata - E.T e Ap. Vila Boa do Mondego.
Nesta parcela foram executadas 3 obras de arte correntes:
- Passagem superior 139.1
- Passagem superior de Mourilhe
- Passagem superior de Gouveia
Tratam-se de 3 passagens superiores de pórtico de um vão único em betão armado pré-esforçado. O tabuleiro é constituído por alinhamentos de vigas pré-fabricadas, em betão armado pré-esforçado no caso da Passagem superior 139.1 e da passagem superior de Mourilhe, sendo que a passagem superior de Gouveia é totalmente betonada in situ.
Neste segmento estão em reabilitação 2 obras de arte existentes e 2 obras de arte especiais.
O Viaduto 1 é composto por 9 vãos perfazendo uma extensão total de 326 m. Este apresenta uma altura máxima ao solo da ordem dos 30 m e vãos principais de 38.0 m.
O Viaduto 2 é composto por 10 vãos perfazendo uma extensão total de 364 m. Este apresenta uma altura máxima ao solo da ordem dos 50 m e vãos principais de 38 m.
Trabalhos de Via
O projeto prevê o assentamento de via nova em toda a parcela e ainda nas linhas secundárias das estações.
Os trabalhos de construção situam-se entre outras duas obras que decorrem em simultâneo. Assim, a descarga e distribuição das barras têm de ser realizadas fora do período de fecho da linha da Beira. Tendo em conta que a maioria dos trabalhos de via foram executados durante o período de 9 meses, as barras de carril foram transportadas nos primeiros 6 meses da obra, quando a linha ainda se encontrava com circulação.
Trabalhos de catenária
A Linha da Beira Alta é um corredor ferroviário no qual já existia uma catenária em funcionamento.
A via projetada sobre o canal existente, já envolveu a construção de 10 novas variantes, a renovação da plataforma e a mudança das travessas e carril tipo UIC-60, o que implicou a mudança na rasante da via, sendo necessário fazer alterações nos apoios de catenária e em bastantes casos a substituição dos mesmos por novos apoios (maciços, postes, consolas e cabos de catenária). Este projeto incluiu ainda trabalhos de diversas especialidades, dos quais se destacaram os seguintes:
- Saneamento e estabilização de plataforma de via;
- Estabilização e reforço dos taludes de escavação e aterro;
- Reabilitação e reforço do sistema de drenagem longitudinal e transversal;
- Aumento do comprimento útil das estações para 750 m, de modo a permitir a circulação de comboios de mercadorias;
- Adaptação das plataformas de passageiros e acessos pedonais;
- Remodelação de estações e apeadeiros, incluindo edifícios e salas técnicas;
- Adaptação das infraestruturas de tração elétrica (catenária) às alterações introduzidas no traçado e layout de estações;
- Construção de um novo sistema de terras tipo universal RCT+TP;
- Adaptação das infraestruturas de suporte ao novo sistema de sinalização e telecomunicações.